É já no próximo sábado, dia 17 que os militantes do PS vão a votos para escolherem os dirigentes concelhios que conduzirão os destinos do partido nos próximos dois anos.
Estas eleições representam para o PS/Penafiel, uma oportunidade para dar inicio a um novo ciclo político, preparando com antecedência as eleições autárquicas de 2013.
Uma boa parte do que virá a acontecer nessas eleições dependerá das escolhas que os socialistas de Penafiel fizerem no próximo sábado. É fundamental para o sucesso eleitoral do PS em 2013 que os dirigentes concelhios saídos das eleições de sábado tenham como único objectivo preparar o PS para os desafios que terá que enfrentar nos próximos tempos.
Para isso, é necessário que a nova equipa dirigente desenvolva um trabalho de campo de reforço da organização do partido, de ligação às pessoas e às instituições, para que o PS se possa afirmar com porta-voz e baluarte de uma nova esperança para Penafiel.
Quem acompanhou a campanha eleitoral dos dois candidatos a Presidente da Comissão Politica Concelhia seguramente que ficou com uma ideia precisa dos caminhos que o PS seguirá se escolher um ou outro.
André Ferreira apostou numa campanha quase exclusivamente centrada na captação do voto. Privilegiou, por isso, o contacto directo e individual com o maior número possível de militantes, apresentando a sua pessoa, as suas características e qualidades, como a razão principal para que os eleitores militantes se decidissem pela candidatura por si encabeçada. A moção que apresentou, verdadeiramente nenhum caminho, rumo ou proposta apresenta que permita adivinhar o futuro do PS se ele sair vencedor. Descortinou-se, nas poucas iniciativas públicas da candidatura de André Ferreira, que ele não conseguiu desligar-se de uma mentalidade que tem tolhido a capacidade de afirmação do PS, baseada na lógica de que nas disputas internas, mais que as ideias, os projectos ou as estratégias, importa é saber quem apoia quem, sempre naquela perspectiva de que quem não é por nós, é contra nós.
Ficará a marcar esta campanha interna do PS, a abordagem de um “velho” militante socialista, que abordando outro e sabendo que este não apoiava a candidatura por ele preferida, lhe atirou:
- “Com que então vendes-te a alma ao diabo?”!
Esta curta afirmação diz muito do trabalho que os novos dirigentes concelhios terão que desenvolver se quiserem ver ultrapassadas quezílias sem sentido e estados de alma desmotivadores que, em cada esquina deste PS, exaurido por lutas internas, ressurgem, quando menos se espera.
Os novos dirigentes do PS, se quiserem afirmar-se com uma nova esperança e alternativa à coligação de direita que governa Penafiel, terão que alterar esta forma de fazer e de estar na política.
Ora, é precisamente tendo em linha de conta esta ideia, que o ciclo de debates que a candidatura de Nuno Araújo promoveu, me parece, sem qualquer desprimor para com as acções de campanha da outra candidatura, o caminho a seguir, rumo à credibilização e afirmação do PS/Penafiel.
Desenganem-se aqueles que pensam que o PS/Penafiel pode assegurar uma acção eficaz, mantendo-se numa linha de desconforto perante as demais estruturas do partido, numa lógica de isolamento.
A afirmação do PS/Penafiel dependerá, em grande parte da capacidade que o seu novo líder tiver de atrair ao partido nova gente, gentes de diferentes latitudes e saberes que ajudem a promover o debate e a reflexão, instrumentos fundamentais à consolidação de um projecto que ser quer mobilizador e que seja a resposta aos problemas que o concelho enfrenta, abrindo o caminho a um novo ciclo de desenvolvimento e de bem-estar.
É reconfortante para o futuro do PS/Penafiel que as duas das candidaturas às eleições do dia 17 defendam como linhas da sua actuação, a inovação e a renovação.
Inovação e renovação nas ideias, nos projectos, nos métodos de fazer politica.
São unânimes as vozes que no PS/Penafiel apelam a essa nova forma de fazer política.
Contudo, a desejada renovação e inovação, não será, seguramente, conseguida apenas pela juventude de ambos os candidatos. É preciso que, antes de mais, no dia 18, os novos dirigentes do PS/Penafiel concretizem as intenções que anunciaram, cerrem fileiras, esqueçam o acessório e se fixem no essencial, fazendo compreender a todos, socialistas e não socialistas, que doravante no PS/Penafiel não haverá lugar para os que se entretêm com a pequena quezília interna, motivada por meras questões de ordem pessoal.
É preciso que depois desta eleições, os novos dirigentes concretizem ideias, como as de "abrir o partido à sociedade civil",
É necessário que a ambição demonstrada por Nuno Araújo para os primeiros cem dias da nova Comissão Politica tenha tradução no trabalho diário e que a “a realização de um Fórum Autárquico e um Roteiro para o Desenvolvimento, composto por visitas às várias freguesias do concelho” seja, efectivamente, implementado e que dele se extraiam resultados. É preciso que o novo líder do PS/Penafiel seja alguém que mais que dizer, seja capaz de fazer.
No dia 17, os socialistas de Penafiel terão a oportunidade de fazer a sua escolha.
Mais que escolher entre dois candidatos, importa decidir entre dois distintos projectos.
Todos sabem qual a minha opção.
Entendo que nesta fase da vida do PS/Penafiel, Nuno Araújo pelas suas qualidades e pelas provas que já deu, é o líder que o PS precisa para construir e consolidar um projecto capaz de galvanizar, primeiro os socialistas e depois contagiar todos os penafidelenses, rumo às eleições de 2013, com um PS capaz de gerar uma real expectativa de vitória.
A campanha eleitoral interna demonstrou que Nuno Araújo, apesar da sua juventude, tem obra para mostrar. O mérito da sua liderança na JS distrital é por todos reconhecido.
Eleito deputado apenas há cerca de seis meses desenvolveu contactos, consolidou posições que lhe permitiram, mesmo nesta fase de campanha, trazer até nós figuras de relevo do PS Nacional.
Nesta campanha eleitoral, à luz do que já tinha feito enquanto dirigente da JS, demonstrou que tem capacidade para devolver Penafiel aos principais palcos políticos.
A decisão porém cabe aos militantes do PS, estando eu certo que, após o acto eleitoral, o PS saberá manter a dinâmica criada por estas eleições, unindo-se em torno do projecto e da equipe dirigente que os militantes livremente escolherem e que o tempo da divergência ficará ultrapassado, porque todos somos poucos para a enorme empreitada que temos pela frente.>